Entrevista: O processo criativo (e independente) de KNOX na música R&B e Lo-fi



Podemos colocar o cantor nova-iorquino KNOX dentro do grupo de jovens que atualmente passam o dia com a aba do Lo-fi Hip Hop Beats To Relax and Study To aberta e se deixam levar pela sonoridade. Isso fica muito claro através das suas produções relaxantes, com batidas abafadas e letras millennial bored.

Estilo que fica cada vez mais popular entre a nova geração de cantores de hip hop, cuja as influências partem de SZA, Frank Ocean, Baby Bash e produções que misturam elementos antigos e com sintetizadores lo-fi, brincando com um hip hop mais abstrato.



Conversei com o KNOX sobre o seu início de carreira, processo criativo e suas inspirações:

Como você começou a cantar?

Quando eu era criança, adorava escutar Alicia Keys e Bob Marley. Meus pais sempre me levaram pra shows e com o tempo fui descobrindo Sade, Maná, Radiohead e etc.

Nunca levei música muito a sério, até que um dia comecei a procurar por samples no YouTube e comecei a escrever poemas baseado nos instrumentos e no que aquilo provocava em mim. Mas nunca era nada grandioso, mas eu sempre tive ataques de pânico, ansiedade e depressão, então comecei a procurar por algo que me trouxesse calma e fosse genuíno pra mim e isso foi escrever. Atualmente sou muito grato por isso pois continuo aprendendo muito através da composição, principalmente porque escrevo muita coisa pessoal e no final do dia fico sempre com orgulho das coisas pelas quais passei.

Como o seu processo criativo funciona?

É muito extenso e muito chato se não estou inspirado. Normalmente eu sei como a música vai ser no minuto que eu escuto o sample. Em trinta segundos eu consigo dizer se ela vai ser pessoal, sobre alguém ou algo mais chill. Sempre agradeço por essa “intuição” de saber exatamente o que eu quero e como me expressar pra isso acontecer. Depois disso, entro no meu processo de escrita, que acaba sendo o mais exaustivo e por fim eu me gravo e faço o resto: gravação, mixagem e toda produção.



Quem são as pessoas que te inspiram?

Nossa, muitas! SZA, Radiohead, Coldplay, Sevdaliza, Lana Del Rey, Frank Ocean, Ariana Grande, Kali Uchis, Kid Cudi, Rosalía, Kim Petras, Beyoncé, Gorillaz... Eu amo pop, música alternativa, além de R&B (que é categoria que me coloco quando componho). Gosto quando as minhas diferentes referências me permitem criar algo tangível, misturando diferentes sons e gêneros. Todos os artistas que eu gosto carregam uma beleza sonora muito incrível, o que pra mim não sendo difícil me sentir inspirado.



Visualmente, o que você enxerga durante a criação do seu trabalho?

A minha maior estimulação visual para o meu trabalho parte do momento em que componho uma música ou um verso, na mesma hora busco entender o que sinto, se é felicidade, tristeza, nervosismo etc e busco transmitir isso direto na capa. Busco construir esse sentimento na arte final.



Quais são os planos pro futuro?

Penso em continuar fazendo o meu (trabalho) da mesma maneira, de forma independente e no meu quarto, no momento é o que tem me deixado mais feliz. Tenho planos de escrever para os meus artistas favoritos e para outros mais underground e criar uma carreira em cima disso. O que mais amo é escrever e transformar o meu sentimento em música.

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