Entrevista: Expoente da cultura subversiva, Pepapuke mescla música com 3D visual impecáveis



Celebrar as subculturas e gêneros musicais pouco convencionais parece ser a arma de gatilho para os expoentes da chamada PC Music e artistas visuais 3D. O artista Ronaldo Barros, o nome por trás do alter ego Pepapuke, já apresentou suas produções anteriormente aqui, hoje retorna focado no projeto que une música com a estética plastificada – que rendeu, inclusive, uma colaboração com ninguém menos que Tropkillaz.

Atualmente em São Paulo, Pepapuke é um nome em ascensão na cena underground e vem contribuindo com produções engenhosas e ousadas – como é o caso de Edit Compilation Vol. 1 – e produções para artistas e marcas. Conversamos com Barros sobre o desenvolvido e progresso do projeto.



A grande sacada do projeto é a junção de animação 3D com música, especialmente a e-music e o funk. Como surgiu essa ideia?

De 2012 pra cá, houve um boom muito grande de subculturas na internet. Esteticamente, essas subculturas exploravam bastante a vibe dos anos 90, com visuais virtuais. Com isso, criei uma festa chamada 99, la em Recife, e elaborávamos visuais que se comunicavam com essas subculturas, predominando o uso da estética 3D.

Como eu estudei arquitetura, e junto a isso, discotecava na festa que produzia, procurei unir um ao outro; então fui aprimorando minhas técnicas e estudei bastante para chegar nas criações de visuais 3D, e unindo isso a música, no caso a e-music e funk.



O projeto tem grande influência no sea punk e pc music, elementos de uma subcultura que surgiu na internet. O que você preza na hora de produzir?

Na verdade, essas subculturas tem um apelo muito forte por imagens em 3D. Com isso, minhas referências vem mais de filmes e séries atuais, videoclipes dos anos 90/2000, tecnologia e desconstruções de formas, bastante usados no que é chamado de ‘aesthetics’.

Atualmente você mora em São Paulo, certo? Sair de Recife para uma cidade maior abre portas para esse cenário?

Sem dúvidas, depois que me mudei pra SP, passei a ter contato direto com pessoas que admiram meu trabalho. E dentro disso, muitas portas
e otimas oportunidades tem surgido.

O Tropkillaz reproduziu suas projeções 3D durante o último Lollapalooza Brasil. Como surgiu essa parceria?

Através da produtora Planalto, um amigo que trabalha por lá, que conhecia meu trabalho, me indicou para criar algumas projeções pro show do Tropkillaz. Eles queriam algo que unisse a minha estética (3D) com a estética do Tropkillaz, no que resultou numa espécie de 'tropical tecnológico’.



Há planos para projetos futuros com outros artistas?

Sim. Já estou trabalhando com alguns artistas brasileiros independentes, como Mia Badgyal e FKOFF1996, na criação de capas para ‘single’, vídeos para divulgação de EP, composições 3D em videoclipes, e também com alguns artistas internacionais e recentemente fiz um 3D story para a marca de t-shirt Exausta, onde foram criados personagens 3D, contando uma história em 3 partes.







Contato:
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