Seinabo Sey explora origens nos clipes de ‘I Owe Me Nothing’ e ‘Remember’



A cantora sueca Seinabo Sey, dona de um dos melhores álbuns de 2015, ‘Pretend’, que nos apresentou singles poderosos como “Younger” e “Hard Time”, finalmente retorna à música com novidades. Divulgado esse mês nas plataformas de streamings, o single duplo “I Owe You Nothing / Remember” merece ser celebrado com atenção.

A primeira, “I Owe You Nothing”, é nitidamente uma composição de empoderamento e representatividade negra. Seinabo canta sobre entender o seu espaço e não se submeter a situações incomodas para agradar alguém. No refrão, diz que não deve nada a ninguém, muito menos mudar quem é ou dançar (fazendo referência à dança de macaco) para satisfazer o próximo. Sem dúvida, uma referência ao racismo.

O videoclipe também é um marco na história da artista. Dirigido por Sheila Johansson, a artista retorna à Gambia, onde seu pai, Maudo Sey, é um músico conhecido, para reviver a herança da África Ocidental. Nas imagens, a cantora aparece com amigos em imagens bem tratadas que nos lembra os recentes clipes de Beyoncé.



Já em “Remember”, convidou o cantor e músico Jacob Banks para compartilhar os vocais em uma faixa poderosa e sentimental. Segundo ela, a faixa “é sobre querer ser lembrado por todas as coisas boas e esperar que você possa sair de um relacionamento - seja comigo no tempo, ou com uma pessoa - sentindo uma sensação de liberdade”.

O videoclipe, lançado nesta quinta (29), também traz a direção de Johansson e parece encontrar alento no filme ‘Moonlight – Sob a Luz do Luar’. Aqui, a sueca explora uma praia em filtro preto e branco com uma mensagem empoderada e bela.



Ainda não há novidades sobre o novo álbum de Seinabo Sey, mas ao que tudo indica, ela está envolvida com o produtor Magnus Lidehäll, que já trabalhou com Mapei e Britney Spears. Outros nomes confirmados são Vincent Pontare, Salem Al Fakir e Isak Alverus, que ajudaram a produzir o álbum de estreia da cantora. O novo registro deve trazer temas como aceitação de corpo, feminismo e identidade: “Percebi que é hora de me defender e esta é a melhor forma de fazer isso”, conta.
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