MØ entre sentimentos e maturidade no EP ‘When I Was Young’



A cantora dinamarquesa está de volta com um novo lançamento – O EP ‘When I Was Young’ é o novo registro consistente da artista desde o álbum ‘No Mythologies to Follow’, de 2014, e depois de lançar uma série de singles como “Kamikaze”, “Final Song” e “Nights With You”.

O trabalho apresenta seis faixas inéditas que exploram a sonoridade da cantora desde a estreia, caminhando entre influências da parceria com Diplo e o Major Lazer e inserindo novos temas que devem servir de prelúdio para o segundo álbum.

O EP começa com a sombria “Roots”, faixa raivoso e desdenhosa que nos remete aos primeiros singles da cantora. A produção crescente e recheada de synths envolventes são os ingredientes que mais amamos na receita de MØ. A música funciona como uma deliciosa introdução da obra.



“When I Was Young” é o carro-chefe do EP e já possui um lyric-video que exemplifica a fase atual da dinamarquesa. A canção é reggaepop sintetizado e cintilante bem produzido que explora influências do eletrônico atual, cada vez mais enraizado no trap e tropical house. O refrão, diga-se de passagem, é uma delícia e cresce à medida em que você o experimenta.



A terceira track do EP chama-se “Turn My Heart to Stone” e, para nós, é uma das melhores de todo o trabalho. Nesta composição, MØ abre seu coração para temas sensíveis, como relacionamentos amargos em tom sentimental. O que mais nos aproxima da faixa é a forma como ela é apresentada: uma produção contida que, durante o refrão, exala delicadeza e profundidade. Certamente, um dos pontos altos do EP e que mostra certa maturidade sonora depois de ter lançado faixas tão comerciais.



“Linking With You” e a inusitada “Bb” não fogem muito do que a cantora vinha fazendo nos últimos anos. Ambas as canções continuam apostando em temas amorosos e sentimentais, enquanto mergulham novamente nas influências do trap e future bass.





Por último, “Run Away” é o desfecho épico de qualquer lançamento da artista, inclusive em apresentações ao vivo. Trata-se de uma composição semi-acústica, cortejada por guitarras melódicas, violões e sintetizadores cativos. A voz da artista é a protagonista em toda a canção, que cresce vagarosamente na medida em que vai se despedindo do EP.

Depois de um álbum consistente e alguns singles dançantes lançados, a dinamarquesa MØ comprova que sua música e aspirações continuam intactos e cada vez melhores. O EP evidencia o amadurecimento como compositora e suas músicas continuam brincando com as influências mais deliciosas do pop atual. Depois de ‘When I Was Young’, só queremos o novo álbum logo.

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