Resenha: Flume nos transporta para o seu universo espacial no EP ‘Skin Companion II’



O produtor australiano Flume prepara o EP ‘Skin Companion II’ para amanhã (17), registro que sucede o álbum ‘Skin’ (2016) e o EP ‘Skin Companion’. Depois de apresentar prévias das quatro faixas inéditas que irão compor o trabalho, eis que as versões completas caíram na rede e podem ser ouvidas na íntegra – e traz parcerias com o rapper Pusha T, Glass Animals e Moses Sumney.



A faixa de abertura, “Enough”, apresenta as rimas de Pusha T com uma produção sombria e enigmática, caminhando no mesmo caminho de faixas como “Numb & Getting Colder”. Enquanto que “Weekend” traz os vocais do cantor soul/folk Moses Sumney. Flume abre espaço no registro para experimentar elementos na produção, como um piano melódico e violinos grandiosos.


Capa de 'Skin Companion II'

“Depth Charge” parece uma versão extendida de “Helix”. Flume faz o que sabe fazer de melhor: combinar arranjos espaciais em batidas future com o auxílio de vocais modificados, quase como um pedido de livramento. Esse é o momento mais criativo da obra.

Os hypados do Glass Animals contribuem na ótima “Fantastic”, um R&B envolvente marcado pela voz de Dave Bayley de maneira sensual e despojada. Como não deixaria de ser, a música é distorcida e elevada para o universo de Flume, onde glitches e beats espaçados dão forma e tom à sonoridade do trabalho.

Desde o álbum de estreia do produtor, percebemos certo amadurecimento na produção e a adição de instrumentos eletrônicos combinados a instrumentos de mão e sopro. O tratamento final é uma junção de sons que devem ser bem apreciados.

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