Resenha: Passion Pit – ‘Kindred’



Após três anos do lançamento de seu último trabalho de estúdio, Michael Angelakos e sua trupe revelam ao mundo o novo trabalho do Passion Pit. Econômico, o álbum conta apenas com 10 faixas e pouco menos de quarenta minutos de duração.

No geral, a mesma fórmula acertada presente em 'Manners' (2009) e 'Gossamer' (2012) se faz presente novamente, um indie-pop fluorescente, borbulhante e adocicado acompanhado em alguns momentos de letras confessionais e em outros de crônicas sobre a adolescência do vocalista e principal compositor da banda de Cambridge, Massachusetts.



É possível classificar ‘Kindred’ como o trabalho mais acertado do Passion Pit até hoje, onde nós temos Angelakos tratando as questões de sua vida de maneira metaforizada em diversos momentos, além de ser possível observar um apuro técnico ainda mais evidente que em seu trabalho anterior, sendo hermeticamente construído dentro da já existente proposta da banda. Faixas como "Lifted Up (1985)", "Where the Sky Hangs" e "My Brother Taught me How to Swim" estão aí para provar isso.

As canções que contam com maior potencial para virar single são "My Brother Taught me How to Swim" e "Five Foot Ten (I)", por carregarem em sua instrumentação aquela aura feliz que as canções de Angelakos possuem.



Embora seja uma evolução natural da capacidade do grupo em produzir canções de fácil audição, ‘Kindred’ peca em alguns momentos por soar repetitivo e deixar no ar aquela pergunta de que “já ouvimos isso antes”. Algumas canções como "Dancing on the Grave" soam como possíveis b-sides dos inventos já realizados pelo quinteto, mas isso não chega a contar como ponto negativo, visto que o resultado anterior já era mais do que satisfatório. Porém, em outros momentos, como em "Looks Like Rain" temos um vislumbre de possíveis novidades no horizonte dos rapazes.



Ouça: "Lifted Up (1985)", "Where the Sky Hangs", "Until We Can't (Let's Go)" e "Looks Like Rain".

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