Entrevista: Kate Boy



O trio sueco Kate Boy surgiu há dois anos com a dançante “Northern Lights”, resultado de uma noite regada à bebidas com alguns amigos que acabaram de se conhecer. A produção sonora veio a seguir e logo a banda estava completa – sem saber que iriam formar uma banda. Kate Akhurst é a parte australiana do grupo, mas canta como uma sueca. Seus amigos Hampus Nordgren Hemlin e Markus Dextegen são responsáveis pela sonoridade, que nos encantou desde o início.

Depois de alguns singles lançados, o Kate Boy está definitivamente pronto para conquistar o mundo com o seu álbum de estreia, revelado com exclusividade para o PUTH, chamado ‘Human Equal Evolve One’. Em sua primeira entrevista para o Brasil, Kate fala sobre como a banda começou, suas inspirações e detalhes acerca do primeiro registro.

O Kate Boy surgiu sem muitas informações na internet, mas conquistou com a produção audiovisual de “Northern Lights”. Conta para nós, quando vocês decidiram fazer música?

Foi exatamente em outubro de 2011, conheci os meninos em uma noite através de um amigo em comum e decidimos escrever “Northern Lights” no mesmo dia. Sabíamos que tínhamos encontrado uma ligação especial entre nós. A partir daí, decidimos trabalhar juntos neste projeto.



A sonoridade das músicas passeia entre a música eletrônica e o pop. Quais são as inspirações da banda na hora de compor e produzir novas faixas?

É engraçado falar assim, mas tudo nos inspira a alguma coisa. Inspiração é essa coisa estanha, que pode surgir do que está acontecendo ao seu redor ou, simplesmente, surgir de dentro de você. Somos grandes amantes de cinema e artes visuais, acho que é sempre bom olhar para fora do reino da música a fim de encontrar novas inspirações. Outros sons também nos inspiram, assim descobrimos novas maneiras de fazer sons interessantes de forma pouco ortodoxa. Por exemplo, nós adoramos tentar fazer algum som metálico de madeira ou orgânico, ou vice-versa – criando algo inesperado a partir do material que estamos trabalhando.



E o que vem primeiro, a melodia ou a composição?

Normalmente começamos com algum tipo de som, linha de baixo, ou alguma coisa que estamos ouvindo ultimamente. A melodia é inspirada por isso e o resto da música é construído em torno desses elementos. Não escrevemos música no sentido tradicional da coisa, onde a melodia acontece com um piano ou guitarra, por exemplo.

Vocês disseram que o disco de estreia terá temas como humanidade, igualdade e evolução. Seguindo estas dicas, o que vocês querem transmitir às pessoas que vão ouvi-lo?

Basicamente é o que queremos apresentar em nosso primeiro disco. Queremos que isso toque o coração do ser humano e faça-o refletir sobre como podemos evoluir com igualdade e o sentimento de unidade. Temos a oportunidade de falar sobre isso através da música, por isso queremos que seja algo significativo e que esteja perto do seu coração. Assim podemos nos conectar com o nosso público e entre si.

O álbum foi gravado na lendária Rak Studios, onde artistas como New Order, The Cure e The Smiths gravaram grandes clássicos. Esta experiência contribuiu na criatividade da equipe? Como foi?

Definitivamente foi uma grande experiência para nós. Foi inspirador perceber que as paredes daquele apartamento testemunharam algumas coisas que nós ‘morreriamos para reviver’. Havia muita energia lá e foi realmente especial.

E o que vocês podem adiantar sobre o primeiro disco do Kate Boy?

O disco chama-se ‘Human Equal Evolve One’ e vamos lançar na primavera sueca (entre os meses de maio e julho).



Até lá, podemos esperar um novo single ou, quem sabe, um novo videoclipe?

Sim, definitivamente! Acabamos de voltar das gravações do novo videoclipe, que foi registrado no Norte da Suécia. Só tenho a dizer que novas músicas e novidades estão chegando muito em breve!

O show de vocês é insano e maravilhoso. Parece que existe uma conexão entre vocês e o público, que vibra a cada música. Qual foi o lugar que vocês mais gostaram de tocar até agora?

Costumamos dizer que o nosso último show é sempre o melhor. Todo show nos deixa com aquela sensação de perdura para o próximo. Cada apresentação é única e a conexão com o público é sempre mágica o tempo todo. Amamos voltar para uma cidade que já estivemos antes, mas também adoramos conhecer novos lugares. Quando você volta para uma cidade que já esteve antes, percebe que o público cresceu e que irá conhecer novas pessoas. É uma sensação maravilhosa.

Na nova turnê do Kate Boy, existe um espaço na agenda para visitar o Brasil?

Adoraríamos conhecer o Brasil! Seria uma experiência incrível. Nenhum de nós já foi ao Brasil antes e seria incrível absorver um pouco da cultura brasileira. É um sentimento tão bom estar em um lugar novo, especialmente se você está lá para conhecer seus novos fãs. Então, certamente, espero que isso aconteça o mais breve possível!

Assista aos videoclipes do Kate Boy:

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