ENTREVISTA: ALEX BOYD


Há uma semana atrás falamos de Alex Boyd e o seu belíssimo single "Light Up Tonight" (leia aqui). Através da indicação do Kick Kick Snare, repassamos a música para os maiores blogs brasileiros com o objetivo de levar sua canção para o maior número de pessoas no país. O tiro foi certeiro: em menos de uma semana, o cara conquistou uma legião de fãs que esperam ansiosamente pelo seu novo disco, Commit Me. Sem contar que também ganhou uma fan page brasileira no Facebook, uma conta no Twitter e daqui um tempo, um site em português sobre o seu trabalho.

Conversamos com Alex Boyd sobre o novo disco, experiências na escola de Belas Artes, sua participação no Fame e os novos fãs brasileiros. Confira!

Seu novo disco, Commit Me, está pronto e prestes a ser lançado... porém a dúvida que não quer calar: Quando será lançado?

A data do álbum ainda é desconhecida, porém a Jive Records planeja lançar até o final do ano. No disco tem uma canção chamada "Between The Lines" que será lançada próximo à data de lançamento do disco. Estou ansioso para compartilhar com vocês!

“Light Up Tonight” ficou conhecida no Brasil há uma semana. Você acha que as pessoas se identificaram com a sua música?

Espero que sim! Acho que “Light Up Tonight” oferece uma mensagem de esperança e desejo de reconstruir tudo de novo quando as coisas não vão bem. Nos tempos terríveis de instabilidade financeira e política que estamos vivendo atualmente, acho que as pessoas querem se sentir fortes o suficiente para resistir à tempestade. Espero que a minha música inspire à todos a serem fortes, não esquecendo que o escuro não existe sem a luz, nem o bem sem o mal. A vida encontrará o equilíbrio e precisamos estar dispostos a empregar uma diligência paciente para sobrevivermos.

Então “Light Up Tonight” foi uma experiência pessoal?
Sim! Eu sei, é típico, mas a canção veio de uma experiência ruim. Um término com uma garota com quem mais tarde acreditei ser o amor da minha vida. A canção é sobre as rachaduras de um alicerce quebrado. Deixo isso para o ouvinte inserir a história de sua vida onde achar que precisa de uma reconstrução. Não precisa ser só sobre uma ruptura, mas é o que eu e Andy (Rose) escrevemos.



Você tem uma vasta experiência musical através de vários gêneros. O que influenciou para que sua música chegasse aonde está agora?

Levou anos para me tornar o artista que sou hoje. Comecei atuando profissionalmente aos 9 anos de idade, mas aos 14 já gravava as primeiras canções. Durante estes anos ouvia meus artistas favoritos de gêneros diferentes que variam do Jazz (Frank Sinatra, Harry Connick Jr, Chet Baker...), do Punk ao Rock (Metallica, NOFX, Lagwagon...), o Pop dos anos 90 (N’Sync, Backstreet Boys, 98 Degrees...), do Soul Clássico (Musiq Soulchild, D'Angelo, Stevie Wonder, Donny Hathaway, Jill Scott...) e por último a ópera, que conheci quando fazia o ensino médio.

Em 2008 conheci meu atual produtor, Andy Rose, que me ajudou a encontrar minha própria direção, combinando meus elementos favoritos de todas as minhas influências. Trabalhamos juntos por três anos até encontrarmos essa tal direção. “Light Up Tonight” foi a primeira música que fizemos que me fez refletir no quanto eu me tornei um artista.

Os anos na escola Duke Ellington e Interlochen foram os mais importantes para você encontrar o seu estilo...

Foram os anos mais criativos e formativos da minha vida. Os ambientes eram completamente diferentes. Duke Ellington fica em Washington nos Estados Unidos, onde os estudantes negros predominavam e o que fez sentir as minhas raízes na música negra. Já Interlochen é uma escola de Belas Artes que ficava em uma floresta nacional em Michigan. Maior parte da minha experiência com a ópera aconteceu em Interlochen. Era um lugar bonito, e embora eu tenha sido expulso da academia (risos), ainda não trocaria esses anos por nada no mundo.

Outra experiência importante foi sua participação no show Fame em 2003...

Fame é a razão da minha vinda à Los Angeles. Depois que fui expulso de Interlochen, o sonho de ir para Juilliard School cantar ópera não estava mais ao meu alcance. Quando voltei para casa, vi um papel sobre uma audição no Fame. Debbie Allen era a anfitriã e coreógrafa, tinha trabalhado com ela em uma série de projetos em Washington antes de partir para Interlochen em 2001. Parecia um milagre. Parecia que mesmo o meu mundo desmoronando, Deus tinha outros planos para mim. Fiz o teste em Nova York e deixei a cidade após a audição e me sentia como se eu não tivesse feito nada daquilo. Foi massante. Em seguida, duas semanas depois recebi um telefonema de Debbie me pedindo para ir à Los Angeles para participar do show. O resto é história. Sem Fame, provavelmente não teria vindo para Los Angeles seguir o meu sonho de ser um artista.



Tantas experiências positivas que foram importantes para o seu crescimento como artista, porém as negativas também aconteceram, não é?

Hahahaha...! Bem, não desejo citar os nomes. Experimentei quase todas as histórias de horror no mundo da música. Produtores abusivos, vigaristas, ladrões, mentirosos, trapaceiros... negociação sobre uma próxima gravação (que não aconteceu)... coisas tão abundantes que chegam a machucar o coração. No final do dia vejo todas essas experiências como bênçãos. Elas me prepararam para o que está acontecendo na minha vida hoje. Até sabermos o que não queremos, ou o que não precisamos, às vezes é difícil dizer o que realmente queremos e precisamos. Tudo acontece por uma razão.

Alex Boyd de antes, Alex Boyd de hoje:

Acho que vivi por muitos anos em um estado de confusão e mal-entendidos, não só como artista, mas também como um ser humano. Com a ajuda da minha família, do meu produtor Andy Rose e dos meus incríveis gerentes, me sinto como se tivesse encontrado meu foco e uma força que eu nunca teria se não tivesse experimentado os tempos difíceis, capaz de me botar pra cima. Nunca poderia desistir. Isso é o que a tatuagem nos meus braços dizem: “Inquietação abençoada” – a vontade de tentar e tentar novamente.

De todas as canções de Commit Me, existe uma favorita?

É difícil dizer por que todas elas representam uma experiência na minha vida. Diria que a faixa título do álbum, “Commit Me” é a minha favorita, pois é ambiciosa e aventureira. Toco piano com a banda quando executo essa canção ao vivo, é a parte mais emocionante das apresentações.


Alex Boyd - Commit Me

O que toca na sua playlist?

Ouço de tudo, literalmente. Do hip hop ao country, do house ao pop... Atualmente estou ouvido muito Love & War do Daniel Merriweather, mas também vão me ouvir tocando Westside Connection e Sam Sparro. Depende do meu humor. Tenho uma biblioteca musical enorme.

E os novos fãs brasileiros...

Meus lindos fãs brasileiros!! Agradeço à todos vocês por acreditarem nesta música do fundo do meu coração! Vocês são a razão pela qual nós (os músicos) fazemos música. Saber que o meu trabalho tenha tocado ou inspirado vocês de qualquer maneira, me faz sentir que o meu trabalho não é em vão. Vocês me dão motivos para seguir em frente. Eu os amo loucamente!

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